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Halloween Extravaganza! Halloween 2 (1981)

  • Foto do escritor: Marcos Tadeu Mageste
    Marcos Tadeu Mageste
  • 28 de out. de 2020
  • 4 min de leitura

Dando seguimento no nosso evento de Halloween, hoje falaremos da primeira sequência para o filme de 78 ( a outra sendo a obra lançada em 2018). Nesse filme, Michael Myers é estabelecido como a figura influente que conhecemos.


Ficha Técnica


Direção: John Carpenter

Ano de lançamento: 1981

Elenco principal: Jamie Lee Curtis, Donald Pleasence, Dick Warlock

Duração: 91 min

País de origem: Estados Unidos














Uma das melhores coisas deste loga é que ele é uma continuação direta do primeiro, literamente. Após uma introdução que reconta os momentos finais do filme anterior, prosseguimos com a história no exato momento em que ela foi encerrada. Poucos filmes conseguem fazer isso bem e este o faz com maestria.

A primeira parte do filme faz algo que só viria ficar famoso muitos anos depois: o pós-terror. Temos a impressão de um pós-festa, que as decorações ainda estão lá, mas tudo já passou. Laurie vai para o hospital, a cidade fica sabendo e se enfurece com os acontecimentos, a polícia está louca, Loomis fica tão descontrolado que acaba causando a morte de um inocente. Tudo isso é muito interessante de se assistir, são as consequencias imediatas do primeiro filme.

É preciso comentar sobre a abertura também. Aparentemente é a mesma da obra de 78, mas aos poucos a abóbora se abre e revela uma caveira em seu interior. Isto é um presságio de que teremos um filme bem mais cruel e visceral. Contemple:


E é engraçado que essa subida no degrau da crueldade é uma "exigência" criada pelo primerio filme. Lembra quando dissemos que o clássico de 78 moldou os slashers? Pois é, entre 78 e 81 foram lançados nos EUA, nada menos do que 47 slashers. Cada um elevando o grau de violência e crueldade. Havia um medo por parte de Carpenter e da equipe envolvida de que se a sequencia mantivesse o mesmo tom do primeiro, ela desapareceria no mar de imitações que havia surgido.

E como o filme subiu bem o nível! Michael Myers aqui está muito mais cruel e possui uma gama de ferramentas ao seu dispor que o auxilia na matança. Há muito mais sangue voando por aí do que antes. As mortes são acompanhadas de uma trilha sonora aguda que aumenta a tensão e a sensação de crueldade. Com toda certeza é uma grata mudança. Devo destacar uma cena envolvendo uma criança chegando no hospital no comecinho do filme. Ela não envolve o Michael, mas é uma das cenas mais agonizantes do filme inteiro.


Um poster com uma agulhada na cabeça, que delícia!


Eu não consigo tecer elogios o suficiente para o cenário utilizado. O filme se passa praticamente todo dentro do Hospital de Haddonfield. Eu amo cenários de hospitais em filmes de terror: Hellraiser 2, Infection. O lugar está vazio por conta do turno da madrugada, e seus corredores mal iluminados e estéreis coroam com excelência o sentimento de isolamento tão bem utilizado na série.

Outra coisa bem legal que acontece no filme é a coisa da bomba do Hitchcok. Vou explicar: Dois personagens estão sentados numa mesa, derrepente uma bomba estoura! BOOM! Você toma um puta susto. Agora, se nós, espectadores, estivermos vendo a bomba embaixo da mesa enquanto os personagens não possuem a minima noção de que ela está lá, sentiremos suspense e nosso coração ficará apertado. Sentimos vontade de gritar para os personagens: TEM UMA BOMBA DEBAIXO DA MESA. Enquanto espectadores, temos mais informações do que os personagens. Neste longa, constantemente vemos Michael Myers em cena, enquanto os personagens que não sabem de nada agem normalmente em outro lugar. Isto ajuda a criar uma tensão em nós e contribui para o clima do filme.


Vira pra cá! Olha o Michael Myers ali, desgrama!


Não tem como falar desse filme sem destacar a atuação de Donald Pleaseance e Jamie Lee Curtis.

Pleasence mostra a que veio com seu Loomis. A introdução ao personagem no primeiro filme culmina aqui, com o lado louco e obsessivo do médico. Ele passa dos limites para ir atrás de Michael e chega mesmo a colocar sua própria vida em risco.

Laurie Strode está entupida de drogas em mais da metade do filme, e ainda sim é memorável. Sentimos pena dela e de seu constante sofrimento. Perto da conclusão, ela retoma aquele ar de final girl poderosa, nos fazendo vibrar com sua atitude.

Sobre Michael Myers, temos meio que uma confirmação de que ele possui elementos sobrenaturais. Em uma noite ele tomou 12 tiros (alguns na cabeça, inclusive), uma facada, uma agulhada no pescoço e possivelmente mais coisas que não me lembro, e ainda sim ele segue, com seus passos lentos e assustadores. Existe uma cena que traz elementos de folclore e deixa algo para nós espectadores pensarmos. Mesmo que não seja nos dada a conclusão, é impossível não ver Michael Myers, ou "A Forma" (nome dado ao personagem nos créditos), como um ser de resistência física sobrenatural.

Um ponto negativo? A revelação de que Laurie é irmã de Myers. Esta declaração traz uma motivação para o assassino, mas tira dele mais da metade de sua aura de bicho papão, de um mal implacável, primal e sem motivo. É algo meio bobo e desnecessário, que no fim das contas não agradou.

Este filme era para ser o último do trio de personagens Laurie, Loomis e Myers, sendo seguido por películas de antologia, com diferentes histórias sobre o feriado do Halloween. Isso cria um imenso problema para TODAS as sequências, já que o final é muito mais definitivo do que o anterior. Outra coisa que foi introduzida aqui e perpassa toda a série, inclusive os remakes, é o tema "família" .

Eu recomendo Halloween 2? Sem sombra de dúvidas! É uma obra sólida, consistente, assustadora e divertida de se assistir. Ela encerra muito bem a história do primeiro filme e fecha o arco dos personagens, mesmo que as sequencias tenham ligado o foda-se para isso.

Amanhã, falaremos da sequência direta deste filme, que ignora todos os outros! Halloween H20! Até!







Comentários


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O criador

Marcos Tadeu Silva
Escritor, professor de inglês, discípulo do Stephen King, admirador do Nicolas Cage, amante de ficção de horror, esquisitices, rock folk da Mongólia e assassino de investigadores novatos pois com Mythos não se brinca.
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