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Halloween Extravaganza! Halloween 2 (2009)

  • Foto do escritor: Marcos Tadeu Mageste
    Marcos Tadeu Mageste
  • 26 de out. de 2020
  • 4 min de leitura

Continuando nossa Halloween Extravaganza, hoje falaremos de um filme difícil de engolir. A continuação que nunca deveria ter existido!


Ficha Técnica


Direção: Rob Zombie

Ano de lançamento: 2009

Elenco principal: Scout Taylor-Compton, Malcom McDowell, Tyler Mane, Sheri Moon Zombie, Brad Dourif

Duração: 119 min (versão do diretor, a menos pior)

País de origem: Estados Unidos












Depois do sucesso do remake de Halloween, o estúdio exigiu que uma continuação fosse feita, mesmo que Rob Zombie não tivesse deixado espaço para uma sequencia existir. O Sr. Zombie, com medo de arruinarem a sua visão foi lá e arruinou ele mesmo.


"Se alguém vai estragar o meu filme, esse alguém vai ser eu mesmo"

Primeiro de tudo, trocaram o ator infantil do Michael, tá certo que o Daeg Faerch esticou e não cabia mais no papel (...), mas o novo ator, Chase Wright Vanek, não tem nem um traço da aura sinistra do anterior. Tudo bem que aqui o foco é bem menor nele, mas as suas aparições não convencem.

O número de personagens estúpidos e horrendos nesse filme é exagerado. Tirando o xerife Brackett de Brad Dourif, ninguém é carismático ou te faz torcer para que não morra. Sério, tudo o que você quer é que quem está na tela morra de uma forma brutal.

E nisso eu tiro meu chapéu pro filme, as mortes estão muito mais violentas e o gore é mais intenso, fazendo seu estômago revirar em certas partes. Os efeitos sonoros são muito condizentes com o que está sendo mostrado, e só ajudam na construção da nojeira. Rob fez com que myers abraçasse seu lado bruto e sádico, nos dando um assassino de uma crueldade inédita para a série. Ouso dizer que Tyler aqui

Outro problema é que o filme tenta construir coisas que nunca foram estabelecidas no primeiro. Grande parte disso é vem do personagem de Sheri Moon Zombie, a mãe de Michael, que volta como uma alucinação na cabeça dele. Eu, e muitos outros, acabamos achando que o único motivo para que o personagem de Sheri Moon esteja no filme é porque o Rob Zombie quis dar um jeito de colocar a esposa na película. E essa aluncinação é a motivação do Michael Myers pra voltar pra Haddonfield. Se ele tivesse jogado a carta das alucinações corretamente, esse se tornaria um filme fantástico.


"Alô? Senhores executivos? Vou colocar minha esposa no filme de novo."



Por falar em Michael, como ele anda nesse filme. Acho que ele passa metade dos takes que aparece caminhando pra chegar em algum lugar. Ele anda por aí em plena luz do dia, um mendingo gigante de 2,03 metros de altura, e sem máscaras; o que pra mim não faz sentido, dado o desenvolvimento do primeiro filme sobre a relação dele com as máscaras.

Outra mudança, e aqui eu não acho que tenha sido ruim, foi trazer o Michel um pouco mais como um ser humano (e eu entendo quem não gostou disso, isso tira a mística por trás do personagem). Nesse filme ele grunhe enquanto esfaqueia brutalmente as pessoas e, pasmem, chega até a pronunciar uma palavra, que eu não vou dizer qual e nem em que situação, que pra mim é a melhor parte do filme.

Sobre a Laurie, ela mudou do vinho pra água. O trauma gigantesco experenciado no primeiro filme fez dela uma pessoa à beira de um ataque de nervos. Ela se revoltou com tudo, adotou um visual punk e vive sua vida sempre a um passo de estourar com os outros ao seu redor. A atriz entrega o proposto, como no filme anterior, mas o proposto aqui é você não gostar da Laurie, o que faz ser super complicado torcer por ela. Eu fico imaginando os paralelos com a Laurie de Halloween 2018 (mais comentários do post do dia 31).

Loomis é um escroto, fim. Sério, que ódio que o personagem causa em quem está assistindo. A única parte que ele aparece que não desagrada é em um talk show, junto com Weird Al Yankovic fazendo a piada que eu sempre pensei depois de assistir os filmes do Austin Powers: Mike Myers - Michael Myers.

Se eu fosse escolher um ponto pra elogiar desse filme, além do gore, sem dúvidas seria a fotografia. O filme tem alguns takes abertos lindos, cenas noturnas bem construídas, um jogo de cores super interessante. A cena do banquete de Halloween é material de papel de parede, fácil.

Existe um tema recorrente aqui, do cavalo branco e o seu significado. Mas ele é mal utilizado e desperdiçado. Acho que esta é a impressão geral que esse filme causa.

Fechando, esse filme não é bom. Ele perde tempo demais não sendo um slasher e não tem personagens relacionáveis. Eu recomendo assistir? Sim, porque ainda é um filme visualmente bonito e é bem fácil torcer pelo Michael Myers. O que me deixa feliz (?) é que esse nem é, de longe, o pior filme da franquia.

Amanhã, falaremos do clássico, da obra prima que começou tudo: Halloween de 1978!

Até lá!








Comentários


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O criador

Marcos Tadeu Silva
Escritor, professor de inglês, discípulo do Stephen King, admirador do Nicolas Cage, amante de ficção de horror, esquisitices, rock folk da Mongólia e assassino de investigadores novatos pois com Mythos não se brinca.
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