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Halloween Extravaganza! Halloween H20!

  • Foto do escritor: Marcos Tadeu Mageste
    Marcos Tadeu Mageste
  • 29 de out. de 2020
  • 4 min de leitura

Olá Halloweenetes! Hoje falaremos do primeiro filme da franquia que resolveu ignorar os outros, o filme mais anos 90 de toda a série (tem rapper atuando e trilha sonora do Creed): Halloween H20!



Ficha Técnica


Direção: Steve Miner

Ano de lançamento: 1998

Elenco principal: Jamie Lee Curtis, Josh Harnett, Chris Durand.

Duração: 86 min

País de origem: Estados Unidos
















Depois dos fracassos monumentais que foram Halloween 5 e 6, veio a primeira das mudanças nas linhas temporais desta franquia (Halloween 3 é outra coisa). Ignorando os acontecimentos dos filmes 4 a 6, surge Halloween H20: Vinte anos depois.

O filme abre com a música "Mr.Sandman", que é a canção que encerra o segundo longa, dando a pista correta de que este continuará a história daquele ponto.

Laurie Strode teve um filho, forjou sua própria morte, trocou de nome e foi trabalhar em uma escola isolada no norte da Califórnia.

Gosto de fazer um paralelo desta Laurie com a Laurie de Halloween 2018. Esta foi a Laurie que buscou ajuda, que tentou superar seu trauma de uma forma saudável. Mesmo que ela não tenha conseguido. Ela tem pesadelos, alucinações, usa álcool como escapismo, esteve em relacionamentos tóxicos, mas nunca desistiu de seguir em frente da melhor forma possível. Mesmo porque ela tinha um filho para criar. Jamie Lee Curtis não decepciona e retorna à franquia sambando na cara dos filmes anteriores. O problema é que o filme que lhe é entregue não possui muitas oportunidades.



Halloween H20 é antes de mais nada, um filme chato por grande parte de sua duração. Os atores secundários são extremamente caricatos, como era de costume nos anos 90 pós Pânico, e, apesar de não serem uns otários, não inspiram muita empatia. Algumas mortes offscreen são decepcionantes e tem uma ceninha com a máscara do Michael Myers em CGI que é horrível.

No meu ver, grande parte do que estraga este filme é o exagero do "mistério de Michael Myers". Aqui, a aura de desconhecido ao redor do assassino é irritante. O que diabos ele esteve fazendo por 20 anos? Como ele descobriu onde a Laurie estava (entendo que ele possa ter descoberto na primeira cena do filme, mas faz pouco sentido)? Por que ele simplesmente escolhe não matar certas pessoas, quando ele matou ou atacou todos que cruzaram seu caminho até o momento? É óbvio que para o filme funcionar, Myers precisava encontrar Laurie, mas a jornada do ponto A ao ponto B é muito obscura e te incomoda bastante.

Outro erro bisonho foi o que fizeram com a trilha sonora aqui. Ela não funciona! As músicas têm uma certa grandiosidade que não encaixa no filme, elas parecem pertencer a algum épico ou a filmes exagerados dos anos 50. Há uma variação clássica do tema de Halloween que é díficil de escutar e não possui nem um pouco o impacto que deveria ter.

Tem um easter egg legal aqui no filme. A secretária de Keri/Laurie é interpretada pela mãe de Jamie Lee Curtis, a lendária Janet Leigh. Por breves segundos, em uma cena em que as duas estão conversando, escutamos um pedacinho da trilha sonora de Psicose e também vemos o famoso carro que a personagem de Leigh dirige no filme. É uma participação muito interessante e uma homenagem muito boa!

Agora, reparem que eu disse ali pra cima que o filme é chato por uma grande parte de sua duração. Isso porque depois da marca de 69 minutos tudo muda.

Jamie Lee Curtis disse na faixa de comentário do DVD que, para ela, o filme começa ali. E para nós também. Sra. Curtis...para nós também.

É aqui que finalmente Laurie decide enfrentar Michael, enfrentar o monstro que acabou com sua vida. E meus amigos...que confronto. Há uma certa inversão de papéis, com Laurie de machado na mão caçando Michael. Ela é que implacável, ela é quem não desiste de eliminar seu alvo. Laurie não se importa com a própria vida, se isso significar despachar Michael Myers.


"Eu vo matar o Michael Myers!"


Quando cheguei nessa parte, entendi que a trilha sonora foi feita com o terceiro ato em mente. Só aqui ela encaixa com as cenas, só aqui ela contribui de uma forma extremamente positiva para a construção da película.

E com toda a honestidade do mundo, a cena final vale o filme inteiro. Só de pensar nela aqui enquanto escrevo senti um arrepio percorrer meu corpo. É a culminação de toda uma história, em um gesto fantástico.

Fechando, eu recomendo que você engula o tédio da primeira hora de filme e aproveite o terceiro ato como ele deve ser aproveitado. É uma pena o filme inteiro não ter o ritmo e a pegada dos 20 minutos finais, mas acho que foi nesse espírito que Halloween 2018 foi feito. Não é um longa ruim no fim das contas, pois a parte boa esmaga completamente a ruim. Querendo ou não, este foi o filme que colocou a franquia de volta nos trilhos. Assista e me conte o que achou!

Amanhã falaremos do Halloween sem Michael Myers! O criminalmente subestimado Hallowen 3! Até!






Comentários


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O criador

Marcos Tadeu Silva
Escritor, professor de inglês, discípulo do Stephen King, admirador do Nicolas Cage, amante de ficção de horror, esquisitices, rock folk da Mongólia e assassino de investigadores novatos pois com Mythos não se brinca.
sIGA
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