Wild Bill Review e as Críticas mais rápidas do Oeste!
- Marcos Tadeu Mageste

- 10 de abr. de 2019
- 3 min de leitura
Muitas vezes vejo filmes que não dão pano pra tanta manga assim, então resolvi fazer essa sessão. Vou sempre trazer 2 filmes que eu recomendo e 2 que vocês devem passar longe! Vamos lá!
THE REZORT

Ficha Técnica:
Data de lançamento: 2015
Direção: Steve Barker
Elenco principal: Dougray Scott, Jessica De Gouw, Martin McCann, Elen Rhys
Houve um tempo em que filmes de zumbi eram interessantes e raros, tínhamos 28 Days Later, Shaun of the Dead, Dawn of the Dead; então por volta de 2009, depois do divertidinho Zombie Land, tivemos uma enxurrada de filmes menores e HORRÍVEIS, roteiros batidos, clichês do gênero usados à extrema exaustão. The Rezort se sobressai (não tanto quanto a poesia que é Train to Busan) nessa enxurrada de porcarias. The Rezort é um Jurassic Park com zumbis. É uma ideia já usada em outros filmes ou séries (usar os zumbis pra diversão), mas é bem executada. Devo dizer que a atuação de Dougray Scott é sólida e carrega muito do mérito do filme, mas as ideias apresentadas são boas, a execução é competente e, tirando por um fechamento bem besta, é um filme interessante. Destaque pro "twist" apresentado, ainda mais se tratando do tema refugiados, algo tão em alta nos últimos anos, lembrando aquela pegada mais social do saudoso Romero. Vale a pena assistir.
TUSK

Ficha Técnica:
Data de lançamento: 2014
Direção: Kevin Smith
Elenco principal: Michael Parks, Justin Long, Haley Joel Osment
Tusk é um filme louco, absurdo, irreal, ESQUISITO, e super interessante! Uma vez que você entenda o feeling do filme e pare de questionar a veracidade das coisas, te garanto que vai curtir muito essa coisa. O nerdão Kevin Smith tem um podcast, e num desses ele pegou a ideia em um anúncio de zoação em classificados de jornal e resolveu fazer um filme que tem a seguinte premissa: Um apresentador arrogante de podcast acaba se dando mal quando viaja até o Canadá para entrevistar um homem que tem um perturbador carinho por...MORSAS! Não dá pra falar muito mais sobre o filme sem estragar a surpresa. Destaque pra todos os atores, e pra um Jhonny Depp excêntrico e fantástico. Assistam com amigos, com álcool, assistam!
Agora, não gastem seu tempo assistindo:

Ficha Técnica:
Data de lançamento: 2016
Direção: Jonathan Straiton
Elenco principal: Trey Harrison, Rebecca C. Kasek, Wayne W. Johnson, Michael Merchant
Sabe tudo o que eu disse ali em cima sobre filmes de zumbi ruins? Se aplica aqui. Os atores são HORRÍVEIS, a trilha é ruim, a execução final é insultante. Uma coisa é quando você parte da premissa do absurdo e assume que seu filme é uma porrada de ideias idiotas,(é assim com Sharknado, hora nenhuma Sharknado tenta parecer real ou se leva a sério); outra coisa é quando você apresenta uma ideia "plausível" (um vírus é espalhado por relações sexuais) e joga ações ESTÚPIDAS na tela por parte dos personagens [Sério, eu parei de ver em uma cena que o cara faz sexo com um outro cara depois de confundi-lo com a namorada dele (?) sendo que esse outro cara equivalia a umas 4 namoradas dele em peso]. É tudo tão ruim e não divertido que simplesmente não consegui chegar até o final. Enfim, corram disso. Uma pena terem gastado um nome e uma arte tão legal com um filme tão ruim.

Ficha Técnica:
Data de lançamento: 2012
Direção: Howie Askins
Elenco principal: Ryan McCoy, Brett Rosenberg, Abigail Richie, Ashley Bracken
Evidence é um filme ruim e que te dá dor de cabeça.. Ele te deixa muito confuso no começo sobre o motivo da câmera, é apenas dito que é um documentário sobre um dos personagens e ponto. Então temos um desfile dos clichês do gênero, e a pergunta que não se cala na maioria dos found footages: POR QUE DIABOS VOCÊ CONTINUARIA FILMANDO QUANDO SUA VIDA CORRE RISCO? Enfim, é na na primeira meia hora que começa o motivo da minha dor de cabeça. Por algum motivo, sempre que o monstro está por perto a câmera começa a dar uns defeitos irritantes, se fosse um filme de fantasmas ou alienígenas eu até entenderia esse efeito, mas no começo eu jurava que era apenas um pé grande. Aí quando chegamos em 45 minutos de filme o caos é liberado. Você vai passar a próxima meia hora se perguntando o que diabos está acontecendo, enquanto se irrita profundamente com os glitches da câmera. Sério, a câmera não passa 2 segundos sem dar defeito, você não consegue entender o que está sendo mostrado, e o recurso de aparecer alguém dando um gritão na câmera é usado infinitas vezes. Depois de um tempinho você começa a fazer noção do que está acontecendo, um pouco antes do final. Aí eles jogam algumas cenas horríveis nos créditos, escuras e difíceis de entender, e fim. Esqueci de comentar que as atuações são de medianas pra ruins. Não vale a pena, é muita dor de cabeça pra pouca coisa interessante.





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